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FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

Associativismo - um espaço onde nada do que é humano é estranho!

O associativismo é uma escola de vida. Um espaço de permanente aprendizagem. O que melhor se aprende na vida associativa são as relações humanas.

Este são espaços vivos de sociabilidade, de encontros e desencontros, são espaços que nos permitem conhecer a natureza humana.

Conhecer as vaidades. Conhecer os sacrificados. Conhecer os dedicados. Sentir o pulsar da natureza humana nas vivências do quotidiano.

E, o melhor, sim o melhor, que cada um de nós, individualmente, pode retirar destas vivências é a aprendizagem de nós mesmos, dos nossos erros, das nossas capacidades, aprendermos a mudar, aprendermos a ser nós mesmos, na nossa identidade e individualidade, com o respeito pelos outros, seres humanos, como nós, com virtudes e defeitos.

A vida associativa é feita por diferenças, por pessoas que partilham os dias, cada qual dando o seu saber, cada qual com a sua entrega própria e dedicação especifica no fazer vida cívica.

 

Não é associativista quem se diz associativista, nem se é associativista por ser, ou ter sido, num período temporal e depois hibernar.

Ser associativista é ter consciência cívica do tempo que vivemos, em todo o tempo, com a consciência que com o nosso contributo somos, um, mais um, com muitos outros, que contribuímos para fazer um mundo melhor.

Ser associativista é saber que somos parte integrante da polis e que, com a nossa acção, somos actores da cidadania, criadores de cidade, fazedores de humanismo.

 

Um associativista é uma pessoa que fala daquilo que gosta, retém nas vivências associativas aquilo que procura para afirmar a sua dignidade, ensina aos outros aquilo que aprende com a sua experiência de vida, porque afinal, um associativista ao sê-lo – “tem o que dá e vale o que faz”!

Enfim, ocorreu-me, apenas, parafrasear uma frase que circula no facebook.

 

É por sentir tudo isto que gosto de me afirmar associativista. Gosto de dar o meu contributo cívico para a vida da comunidade.

E sei, uma verdade real, no associativismo há seres humanos e a vida dos seres humanos é polvilhada de tudo um pouco do amor ao ódio, das invejas às paixões…e, a vaidade meus senhores, a vaidade!

 

É por tudo isto que gosto do associativismo e ser associativista, porque este é um espaço que permite perceber e entender que, de facto, nada do que é humano ali… é estranho!

 

António Sousa Pereira