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FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

A força de uma associação reside nas suas dinâmicas associa- activas!

Um destes dias, numa conversa informal, alguém me dizia: “Sabe, eu acho, que é preciso ter muita personalidade para aceitar estar, nos dias de hoje, à frente dos destinos de uma associação”.

Fiquei a pensar nestas palavras, tanto mais que elas estavam a ser ditas por alguém cuja vida profissional é exercida diariamente numa associação.

 

 

 

 

Dias depois, noutra conversa, com um associado, citei esta frase, tendo o mesmo comentado: “Eu acho que o que é preciso é ter coragem”.

Eu respondi, que acima de tudo o que era preciso era sentir amor pela associação e ter o retorno através da consciência do exercício de uma acção cívica e de cidadania que, sabemos, tem reflexos nas actividades que são desenvolvidas, desde a formação até à recreação.

 

Dou comigo a interrogar-me: Que é isto de ser associação? Qual a força de uma associação?

E como resposta encontro que uma associação tem a sua força e desenvolve-se nas dinâmicas de associa – acção.

Uma associação é isso mesmo – associa-acção, nisso reside a sua força e energia criadora.

Estar numa associação, nos tempos de hoje, de facto exige «personalidade», o que significa ter carácter, uma personalidade que se forja em associa-acção.

Estar numa associação, nos tempos de hoje, exige «coragem», o que significa ter vontade , que se junta com outras vontades em associa-açção.

Estar numa associação, nos tempos de hoje, exige «amor», o que significa sentir reciprocidade, no dar e receber, na partilha de associa-acção.

 

Estar numa associação, significa ter direitos e deveres, e esses direitos e deveres, são tão mais ricos e humanamente vividos, quanto mais sentimos que existem dinâmicas associa- activas, dando cada um, um pouco do seu saber, energia e criatividade…para que associação seja uma realidade que permite construir um mundo com sorrisos e mais humano.

 

É por tudo isto que gosto do associa-activismo, porque este é um espaço de partilha, de encontros, de solidariedades, de cidadania, de civismo e de humanismo.

Quando olho para trás e «observo» o tempo percorrido por sucessivas gerações é isso que registo, os momentos de criação e transformação foram sempre momentos de associa-acção!  

Por isso, sinto-me feliz na vida associativa…fazendo!

 

António Sousa Pereira

 

 

 Foto - O comboio da pedra da SFAL - Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, um exemplo de associa-acção, que construiu um edificio para ser fruido por muitas gerações e permitir que nos dias de hoje continue a existir associa-activismo vivo.