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FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

OBRIGADO SFAL! VALEU A PENA!

Faz hoje, dia 10 de Julho, 41 anos que foi aprovada a minha admissão como sócio da SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro.

Longe de mim, naquele tempo pensar que, ao longo destes anos, este seriam um dia marcante na minha vida na relação com a vida associativa.

A SFAL foi, sem dúvida, para mim, uma grande escola de vida, de aprendizagem ao longo da vida, de partilha, de entrega voluntária à comunidade, de intervenção cívica, de acção social – aqui forjei amizades e, aqui vivi momentos de grande alegria e emoções, aqui vivi momentos de discussões e confrontos.

 

Pergunto a mim mesmo, muitas vezes, se valeu a pena. Acho que sim. Sinto que sim.

E sinto, mais essa realidade, quando olho o espaço, observo as transformações, as obras realizadas, fruto de equipas de trabalho incansáveis que tudo deram para, afinal, procurar deixar o mundo um pouco melhor.

É isso que sinto. E, hoje, sinto isso mais ainda, quando vejo novas gerações dedicarem-se com entrega total, procurando dar um contributo para continuar a transformar a valorizar a associação.

 

É isto o associativismo. Uma vontade que une vontades, procurando animar a vida local, proporcionar espaços de sociabilidade e manter viva a história de uma associação centenária, que foi forjada com o trabalho de muitas gerações, de muitos homens e mulheres que sentem orgulho em afirmar: “Eu sou sócio da SFAL!”

 

Hoje, que completo 41 anos de sócio da SFAL (que não significa 41 anos de associativismo), dado que a minha relação com a vida associativa começou nas ruas da minha terra na organização de torneios e convivios na minha Rua da Espanha, em Vila Real de Santo António, nas minhas vivências no escutismo em Lisboa, aqui, onde aprendi aquele lema que procuro, afinal, fazer dele um lema de vida: “Procura deixar o mundo um pouco melhor que o encontraste”.

Foi na SFAL que conheci a minha Lurdes. Onde, afinal, nasceu a minha familia.

 

Quando penso na minha acção cívica e na acção cívica de todos aqueles que dão de si, sem querer nada em troca, se não essa alegria de contribuir para fazer um mundo mais humanizado, é, afinal, dessa forma que olho para os anos – muitos anos – que dei ao associativismo, mesmo, quando, em momentos de desalento, que também os há, sinta a ingratidão e adversidades.

 

Acho que valeu a pena. Acho que vale a pena ser associativista. E sinto uma alegria enorme de ter passado essa semente para outros que gostam de dedicar-se e viver a vida associativa, como uma forma de estar na vida e enriquecer os dias partilhando, construindo, sonhando num mundo melhor.

 

À SFAL devo um profundo agradecimento, este, de ter sido a porta que se abriu e foi decisiva para a minha integração na comunidade Lavradiense e no concelho do Barreiro – que não sendo a minha terra, é a terra dos meus filhos.

 

Por isso, recordo sempre este dia 10 de Julho, o dia da minha admissão de associado, era então presidente da Direcção o meu amigo Hernani, porque é a data que afinal, assinala, a minha entrada de corpo inteiro na vida desta terra que adoptei como minha e me recebeu.

Obrigado!

 

António Sousa Pereira

 

FOTO - No dia que entreguei o emblema de 50 anos de associado a Hernani, o presidente da Direcção que me admitiu como associado da SFAL