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FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

Conferência sobre Associativismo, Formação Cívica e Cidadania

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Recebi da deputada Inês Medeiro, eleita no Círculo Eleitoral de Setúbal, pelo Partido Socialista, a informação sobre as competências e actividades da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto (CCCJD) da Assembleia da República, que ela integra, e, registo o facto de, entre as competências que a Comissão vai exercer, esta  inserir a área do Associativismo.

Por outro lado, verifiquei que, no âmbito do Associativismo, Formação Cívica e Cidadania, a Comissão irá ocupar-se das políticas relacionadas com o associativismo, a formação cívica e a cidadania, no âmbito das matérias da Comissão.

Com agrado registei que no seu Plano de Actividades estão agendados diversos eventos, entre os quais, a realização de conferências, palestras e debates, mas, um deles, chamou-me especial atenção, a realização de uma Conferência sobre Associativismo, Formação Cívica e Cidadania.

O associativismo é um tema que me apaixona, sempre o vivi com intensidade, quer no plano prático, quer na procura da sua teorização e conceptualização, pois considero ter um papel central nas vivências comunitárias e no desenvolvimento de dinâmicas culturais, desportivas, cívicas e sociais.

O associativismo é uma escola de vida, de cidadania e de valorização do humanismo.

O seu papel na sociedade portuguesa ainda está muito por estudar e entender, sendo essencial, na formação cívica e estruturante na vida das comunidades, nunca deixou de ser um “parente pobre”.

Nos tempos actuais, de facto, é importante que se faça um amplo debate sobre o papel e importância do associativismo na sociedade portuguesa e, pouco a pouco, se encontrem pistas para o seu desenvolvimento, de forma que o Poder Central possa legislar, promovendo ele próprios politicas e, ao mesmo tempo, que veja o que pode e deve descentralizar para as freguesias e municípios, quer recursos, quer competências, que contribuam para estimular uma cidadania activa.

Penso que são estes os desafios que se colocam aos associativistas do século XXI, iniciar o debate do presente para construir o futuro.

Cada vez estou mais convencido que os modelos de associativismo, que foram e são de grande riqueza, herdados dos séculos XIX e XX, devem ser avaliados e repensados à luz de novas realidades emergentes, quer no plano tecnológico, quer nas dinâmicas sociais, que colocam a formação cívica  - na cultura, no desporto, nas mais diversas aprendizagens – como nichos de actividades sociais, mas, também económicas, geradoras de emprego e potenciadoras de desenvolvimento das comunidades.

Na vida associativa começa a criatividade e o sonho, é preciso dar asas ao sonho!

 

António Sousa Pereira