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FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

FAZER ASSOCIATIVISMO

Textos sobre as minhas vivências associativas

Obrigado, Regina Janeiro!

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Participei, ontem à noite, numa reunião do Conselho Municipal do Associativismo, ao qual pertenço enquanto cidadão distinguido como o galardão «Barreiro Reconhecido».

Um órgão que foi constituído nos últimos anos, onde, dirigentes e autarcas podem apreciar as politicas implementadas pela autarquia, tomar conhecimento de estratégias e que, certamente, é um órgão que pode influenciar a definição de linhas estratégicas e orientadoras das dinâmicas associativas.

Penso, pela experiência vivida, que pode e deve passar muito pela dinâmica e envolvimento dos membros do Conselho Municipal que este órgão possa ser mais activo e pró-activo na influência de estratégias de valorização da cidadania e do papel do associativismo enquanto espaço para sentir, pensar e fazer cidade.

Reconheço, nesta experiência, que as discussões da matérias foram, regra geral, muito limitadas às temáticas das ordens de trabalhos, e, mesmo, quando as mesmas deixam espaço para aprofundamento de ideias.

 

A realidade é que o órgão foi constituído e, mal ou bem, funcionou e foi a autarca e politica Regina Janeiro que apresentou o seu Regulamento e contribuiu para que o mesmo entrasse em funcionamento, um pequeno, mas justo legado que deixa aos vindouros.

Saibam os dirigentes associativos e os membros do Conselho Municipal do Associativismo aprofundar as suas potencialidades enquanto espaço de reflexão e com definições consultivas muito claras no seu regulamento, quer na definição de critérios de apoio ao associativismo, quer no dar pareceres sobre aspectos estruturantes da vida da cidade e do fazer cidadania.

 

Tenho, pessoalmente, algumas leituras diferentes da forma de funcionar deste órgão, mas isto, do seu funcionamento, não é justo, nem legitimo, apontar o dedo aos políticos, isso, sem dúvida, seria a forma mais fácil e, até, para alguns ficava tudo resolvido. Há um culpado. Pronto.

Os Conselheiros, nos quais me incluo, também devem assumir as suas limitações e insuficiências.

 

Talvez, foi por tudo isto e muito mais que, nesta reunião do Conselho Municipal do Associativismo fiz questão de saudar e agradecer a Regina Janeiro, enquanto politica, ter assumido duas propostas de referência politica para a vida associativa – os «Critérios de Apoio ao Movimento Associativo» ( que foi sublinhado, devem ser (re)discutidos e aprofundados, com base nas experiências vividas) e a criação do Conselho Municipal do Associativismo ( cujo papel na definição de uma cultura politica associativa pode e deve ter mais relevância).

 

Por vezes, na vida há os que lançam sementes, são os primeiros passos, depois compete aos vindouros dar-lhes outra dimensão. É sempre mais fácil apontar erros que virtudes. É sempre mais fácil critica que fazer. Quem vive o associativismo, por dentro, na dureza dos dias sabe e sente isso ao longo da vida.

E, nestas vivências, uma das coisas que mais magoa, no fazer associativismo, no fazer politica, no fazer vida, é, muitas vezes a ingratidão, o não reconhecimento de quem, mas ou bem, procurou valorizar e enriquecer a vida da comunidade.

Certamente, com lacunas e erros, só não erra aqueles que nada fazem ou, talvez, aqueles que têm tantas certezas e verdades que quem os contraria, ou deles discorda, é um incompetente.

Talvez, por tudo isto, hoje e aqui, por ter sido a última reunião do Conselho Municipal do Associativismo, quero expressar, como cidadão, como associativista, um agradecimento público a Regina Janeiro, porque detesto ingratidão, essa, que muitas vezes ao longo da vida senti na pele, nos nervos e no coração.

 

Tive, na reunião, oportunidade de expressar, até, algumas diferenças de opinião sobre a forma, substância e modo, mas, isso, não invalida, por honestidade, por coerência na forma de estar no fazer associativismo, que, escreva estas notas, para que conste, com a Regina foram dados passos positivos, nesta matéria das relações com o associativismo. Sei, eu sei, que há imperfeições.

Sei até, por, numa fase ter vivido por dentro, no plano profissional, esta temática, mas, por isso mesmo, como vivi por dentro, tanta coisa, a vida ensinou-me a olhar e ver a vida, como é, e não como gostaria que fosse e limito-me a dizer, que a Regina Janeiro inscreveu o seu nome na história do associativismo do concelho do Barreiro.

 

Podia fazer melhor, podia. Podia fazer mais, podia. Sim, é sempre possível fazer mais, para isso, também é preciso que outros façam mais, exijam mais, contribuam mais e acima de tudo que seja possível viver no associativismo e no inter-associativismo a palavra solidariedade que vai para além muito para além, das ideologias e das lutas politicas.

Obrigado, Regina Janeiro!

 

S.P.